segunda-feira, 28 de abril de 2014

NUNCA FUI SANTA - COLABORAÇÃO DE LEITORA ANÔNIMA

NUNCA FUI SANTA...quem já foi?



A boca pequena, porém quente de néctar doce. A língua bailarina e apressada puxava pra si todo o murmúrio de prazer q eu jamais ousara sentir. Meu coração pulava na garganta, como se fosse sair boca afora. Minhas pernas tremiam, meus olhos fotografavam cada detalhe ali exibido. Minha mente louca e insana que não condizia com a pessoa  monótona que era queria mais, muito mais.
Encostada na parede e com a blusa toda aberta, meus seios expostos mostravam a resposta de tudo que eu mais  ansiava. Sedenta de tesão, Letícia roçava seu joelho por entre minhas pernas, me deixando muito excitada. Com toda a delicadeza q preenche uma mulher ela deslizou minha calcinha para o lado e  com sua mão delicada e pequena  fui tocada  mesmo em pé, até meu corpo todo estremecer,até meu gemido tremido sair, meu gozo invadir seus  dedos com todo o meu prazer incubado.
Aos poucos fui me dando conta dos detalhes que preenchiam aquela minha primeira vez. Letícia foi conduzindo o jogo da iniciação digamos assim com muita presteza. Delicada ao extremo e muito perspicaz preparou o cenário perfeito naquele pequeno apartamento suburbano. Velas acesas na sala, aromas doce e quente no ar, banheira com taça de vinho, caminhos de pétalas no chão. Tudo perfeito, tudo até a rosa vermelha em cima da cama.
Fomos para o quarto onde uma rosa vermelha me esperava. Letícia já havia me despido várias vezes com seu olhar quente, agora, me despia delicadamente com suas mãos e boca e mais uma vez fui tomada por  um prazer inigualável. Fazíamos amor com os olhos, com a pele pegando fogo, fazíamos amor como duas fêmeas no cio  e como num passe de mágica fui invadida pelo seu gozo quente misturado ao meu. Minha boca tinha sede do beijo de Letícia, afoito, apressado, molhado, intenso.
Com o corpo trêmulo de prazer, suas mãos acariciavam minha pele para me acalmar. Suas mãos macias tocavam delicadamente cada parte do meu corpo, cada detalhe e sua boca sussurrava bem baixinho “ No seu corpo”
 No seu corpo é que eu encontro
Depois do amor, o descanso
E essa paz infinita
No seu corpo, minhas mãos
Se deslizam e se firmam
Numa curva mais bonita...
No seu corpo o meu momento é mais perfeito
E eu sinto no seu peito o meu coração bater
E no meio desse abraço é que eu me amasso
E me entrego pra você
E continua a viagem
No meio dessa paisagem
Onde tudo me fascina
E me deixo ser levado
Por um caminho encantado
Que a natureza me ensina
E embora eu já conheça bem os seus caminhos
Me envolvo e sou tragado pelos seus carinhos
E só me encontro se me perco no seu corpo
Ainda ouço sua voz firme e rouca gemendo no meu ouvido...
NUNCAFUISANTA



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